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Enunciados

Enunciados Aprovados na 3ª Jornada de Direito Civil


Esclarecimentos da Coordenação Científica:
1. A II Jornada de Direito Civil não elaborou enunciados.
2. Os Enunciados 96 e 120 a 137, da I Jornada, constituem propostas de
modificação do Código Civil de 2002.
3. Os seguintes enunciados da I Jornada sofreram modificação na III Jornada:
·  N. 56, cancelado pelo de n. 235.
(ref.: Direito de Empresa, arts. 970 e 1.179 do Código Civil de 2002)
·  N. 64, cancelado pelo de n. 234.
(ref.: Direito de Empresa, art. 1.148)
·  N. 90, alterado pelo de n. 246.
(ref.: Direito das Cois as, art. 1.331)
·  N. 123, prejudicado pelo de n. 254.
(ref.: Direito de Família, art. 1.573)
4. Os demais enunciados da I e III Jornadas são considerados compatíveis entre si.

ORGANIZAÇÃO
COMISSÕES DE TRABALHO DA III JORNADA
COMISSÕES DE TRABALHO DA I JORNADA

ORGANIZAÇÃO
III JORNADA DE DIREITO CIVIL
Brasília, dezembro de 2004

COORDENAÇÃO GERAL
Ministro Ari Pargendler

OMISSÕES DE TRABALHO DA III JORNADA

PARTE GERAL E DIREITO DAS COISAS
Coordenador: Gustavo Tepedino (Professor e Advogado - RJ)
Relator: Erik Frederico Gramstrup (Juiz Federal - SP)
Participantes:
Ana Rita Vieira Albuquerque Defensora Pública - RJ
Alberto Junior Veloso Juiz de Direito - PR
Artur César de Souza Juiz Federal - PR
Benedito Gonçalves Desembargador Federal - TRF-2a. Reg.
Bruno Lewicki Doutorando (UERJ) --RJ
Carlos Rebêlo Júnior Juiz Federal - SE
Eduardo Kraemer Juiz - TJ-RS
Elena Gomes Professora/Mestranda - MG
Erik Frederico Gramstrup Juiz Federal - SP
Flávia Pereira Hill Advogada - RJ
Frederico Henrique Viegas de Lima Professor (UnB) - DF
Glauco Gumerato Ramos Advogado - SP
Guilherme Magalhães Martins Promotor de Justiça - RJ
Gustavo Tepedino Professor (UERJ) - RJ
Jorge Américo Pereira de Lira Juiz - TJ-PE
Josué de Oliveira Desembargador - TJ-MS
Julier Sebastião da Silva Juiz Federal - MT
Luis Paulo Cotrim Guimarães Desembargador Federal - TRF-3ª. Reg.
Marcelo Navarro Ribeiro Dantas Desembargador Federal - TRF-5ª. Reg.
Marcelo Roberto Ferro Professor - RJ
Marco Aurélio Bezerra de Melo Defensor Público - RJ
Melhim Namem Chalhub Advogado - RJ
Rogério de Meneses Fialho Moreira Juiz Federal - PB

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE CIVIL
Coordenadores: Antônio Junqueira de Azevedo (Professor - USP-SP)
José Osório de Azevedo Jr. (Professor - PUC-SP)
Relatores: Luis Renato Ferreira da Silva (Professor - PUC-RS)
Cláudia Lima Marques (Professora - RS)
Participantes:
Antônio Junqueira de Azevedo Professor (USP)- SP
Arion D'Almeida Monteiro Filho Juiz de Direito - TJ-BA
Arnaldo Rizzardo Professor - RS
Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz Desembargador Federal - TRF-4ª. Reg.
Carlos Roberto Alves do Santos Juiz Federal - GO
Claudia Lima Marques Professora (URGS) - RS
Cláudio Fortunato Michelon Jr. Professor - RS
Clayton Reis Desembargador - TJ-PR
Edilson Pereira Nobre Júnior Juiz Federal - RN
Fabrício Fontoura Bezerra Juiz de Direito - TJ-DF
Fernanda Mathias de Souza Advogada - DF
Flávio Murilo Tartuce Silva Advogado e Professor - SP
Francisco José de Oliveira Defensor Público - MG
Francisco José Moesch Desembargador - TJ-RS
Guilherme Couto de Castro Juiz Federal - RJ
Heloisa Carpena Procuradora de Justiça - RJ
João Luís Fischer Dias Juiz de Direito - TJ-DF
José Osório de Azevedo Jr. Professor (PUC) - SP
Judith Martins Costa Professora (UFRGS)- RS
Luis Renato Ferreira da Silva Professor (PUC)- RS
Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues Desembargador Federal - TRF-1a. Reg.
Maria Isabel Pezzi Klein Juíza Federal - RS
Miguel Kfouri Neto Juiz do Tribunal de Alçada - PR
Noeval de Quadros Juiz do Tribunal de Alçada - PR
Paulo de Tarso Vieira Sanseverino Desembargador - TJ-RS
Paulo Roque Khouri Professor - DF
Rafael Castegnaro Trevisan Juiz Federal - RS
Régis Bigolin Advogado - RS
Roberto Rosas Professor - DF
Rodrigo Barreto Cogo Advogado - SP
Ruy Eduardo Almeida Britto Juiz de Direito - TJ-BA
Sidney Hartung Buarque Desembargador - TJ-RJ
Valéria Medeiros de Albuquerque Juíza Federal - RJ
Vera Andrighi Desembargadora -- TJ-DF
Wladimir Alcibíades Marinho Falcão Cunha Juiz de Direito - TJ-PB e Professor -PB

DIREITO DE EMPRESA
Coordenador: Newton de Lucca (Desembargador Federal - TRF 3a. Reg.)
Relator: Márcio Souza Guimarães (Promotor de Justiça - RJ)
Participantes:
Alcir Luiz Lopes Coelho Juiz Federal - RJ
Alexandre Ferreira de Assumpção Alves Professor - RJ
Alfredo de Assis Gonçalves Neto Professor (UFPR) - PR
André Ricardo Cruz Fontes Desembargador Federal - TRF 2ª Reg.
Gustavo Mourão Assessor - STJ
João Luis Nogueira Matias Juiz Federal - PE
Manoel de Oliveira Erhardt Juiz Federal - PE
Marcelo Andrade Féres Professor - DF
Márcio Souza Guimarães Promotor de Justiça - RJ
Márcio Tadeu G Nunes Professor e advogado - RJ
Marcos Mairton Da Silva Juiz Federal - CE
Marlon Tomazette Procurador - DF
Mauricio Mendonça Menezes Professor - RJ
Newton de Lucca Desembargador Federal - TRF 3ª Reg.
Paulo Penalva Santos Professor - RJ
Rodolfo Pinheiro de Moraes Professor -RJ
Ronald Amaral Sharp Junior Professor - RJ
Sérgio Mourão Corrêa Lima Professor - MG
Simone Lahorgue Advogada- RJ
Suzana de Camargo Gomes
Desembargadora Federal - TRF 3ª

DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÕES
Coordenador: Luiz Edson Fachin (Professor - PR)
Relatora: Marilene Guimarães (Professora - RS)
Participantes:
Álvaro Villaça de Azevedo Professor (USP) - SP
Eliene Bastos Professora - DF
Érica Verícia de Oliveira Canuto Promotora de Justiça - RN
Eva Evangelista Desembargador - TJ-AC
Fabiola Albuquerque Professora - PE
Francisco José Cahali Professor - SP
Guilherme Calmon/Nogueira Da Gama Juiz Federal - RJ
João Baptista Villela Professor - MG
Jussara Maria Leal de Meirelles Professora - PR
Luís Alberto D'azevedo Aurvalle Procurador Regional da República - RS
Luiz Edson Fachin Professor - PR
Luiz Felipe Brasil Santos Desembargador - TJ-RS
Marilene Guimarães Professora - RS
Maurício Andrade de Salles Brasil Juiz - TJ-BA
Mônica Neves Aguiar Da Silva Juíza Federal - BA
Nilza Maria Costa Dos Reis Juíza Federal - BA
Renato Luís Benucci Juiz Federal - SP
Rosana Fachin Juíza do Tribunal de Alçada - PR
Silvio de Salvo Venosa Professor - SP
Yussef Cahali Professor -SP

 

ENUNCIADOS APROVADOS - III JORNADA DE DIREITO CIVIL
SUMÁRIO

Parte Geral - 138 a 158
Direito das Obrigações e Responsabilidade Civil - 159 a 192
Direito de Empresa - 193 a 235
Direito das Coisas - 236 a 253
Direito de Família e Sucessões - 254 a 271
ENUNCIADOS APROVADOS - III JORNADA DE DIREITO CIVIL

PARTE GERAL
138 - Art. 3º: A vontade dos absolutamente incapazes, na hipótese do inc. I do
art. 3o, é juridicamente relevante na concretização de situações existenciais a eles
concernentes, desde que demonstrem discernimento bastante para tanto.

139 - Art. 11: Os direitos da personalidade podem sofrer limitações, ainda que
não especificamente previstas em lei, não podendo ser exercidos com abuso de
direito de seu titular, contrariamente à boa-fé objetiva e aos bons costumes.

140 - Art. 12: A primeira parte do art. 12 do Código Civil refere-se às técnicas de
tutela específica, aplicáveis de ofício, enunciadas no art. 461 do Código de
Processo Civil, devendo ser interpretada com resultado extensivo.

141 - Art. 41: A remissão do art. 41, parágrafo único, do CC às “pessoas jurídicas
de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado”, diz respeito às
fundações públicas e aos entes de fiscalização do exercício profissional.

142 - Art. 44: Os partidos políticos, os sindicatos e as associações religiosas
possuem natureza associativa, aplicando-se-lhes o Código Civil.

143 - Art. 44: A liberdade de funcionamento das organizações religiosas não
afasta o controle de legalidade e legitimidade constitucional de seu registro, nem a
possibilidade de reexame pelo Judiciário da compatibilidade de seus atos com a
lei e com seus estatutos.

144 - Art. 44: A relação das pessoas jurídicas de Direito Privado, constante do art.
44, incs. I a V, do Código Civil, não é exaustiva.

145 - Art. 47: O art. 47 não afasta a aplicação da teoria da aparência.

146 - Art. 50: Nas relações civis, interpretam-se restritivamente os parâmetros de
desconsideração da personalidade jurídica previstos no art. 50 (desvio de
finalidade social ou confusão patrimonial). (Este Enunciado não prejudica o
Enunciado n. 7)

147 - Art. 66: A expressão “por mais de um Estado”, contida no § 2o do art. 66,
não exclui o Distrito Federal e os Territórios. A atribuição de velar pelas
fundações, prevista no art. 66 e seus parágrafos, ao MP local - isto é, dos
Estados, DF e Territórios onde situadas - não exclui a necessidade de fiscalização
de tais pessoas jurídicas pelo MPF, quando se tratar de fundações instituídas ou
mantidas pela União, autarquia ou empresa pública federal, ou que destas
recebam verbas, nos termos da Constituição, da LC n. 75/93 e da Lei de
Improbidade.

148 - Art. 156: Ao “estado de perigo” (art. 156) aplica-se, por analogia, o disposto
no § 2º do art. 157.

149 - Art. 157: Em atenção ao princípio da conservação dos contratos, a
verificação da lesão deverá conduzir, sempre que possível, à revisão judicial do
negócio jurídico e não à sua anulação, sendo dever do magistrado incitar os
contratantes a seguir as regras do art. 157, § 2º, do Código Civil de 2002.

150 - Art. 157: A lesão de que trata o art. 157 do Código Civil não exige dolo de
aproveitamento.

151 - Art. 158: O ajuizamento da ação pauliana pelo credor com garantia real (art.
158, § 1o) prescinde de prévio reconhecimento judicial da insuficiência da garantia.

152 - Art. 167: Toda simulação, inclusive a inocente, é invalidante.

153 - Art. 167: Na simulação relativa, o negócio simulado (aparente) é nulo, mas
o dissimulado será válido se não ofender a lei nem causar prejuízos a terceiros.

154 - Art. 194: O juiz deve suprir de ofício a alegação de prescrição em favor do
absolutamente incapaz.

155 - Art. 194: O art. 194 do Código Civil de 2002, ao permitir a declaração ex
officio da prescrição de direitos patrimoniais em favor do absolutamente incapaz,
derrogou o disposto no § 5º do art. 219 do CPC.

156 - Art. 198: Desde o termo inicial do desaparecimento, declarado em
sentença, não corre a prescrição contra o ausente.

157 - Art. 212: O termo “confissão” deve abarcar o conceito lato de depoimento
pessoal, tendo em vista que este consiste em meio de prova de maior
abrangência, plenamente admissível no ordenamento jurídico brasileiro.

158 - Art. 215: A amplitude da noção de “prova plena” (isto é, “completa”) importa
presunção relativa acerca dos elementos indicados nos incisos do §1o, devendo
ser conjugada com o disposto no parágrafo único do art. 219.

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE CIVIL
159 - Art. 186: O dano moral, assim compreendido todo o dano extrapatrimonial,
não se caracteriza quando há mero aborrecimento inerente a prejuízo material.

160 - Art. 243: A obrigação de creditar dinheiro em conta vinculada de FGTS é
obrigação de dar, obrigação pecuniária, não afetando a natureza da obrigação a
circunstância de a disponibilidade do dinheiro depender da ocorrência de uma das
hipóteses previstas no art. 20 da Lei n. 8.036/90.

161 - Arts. 389 e 404: Os honorários advocatícios previstos nos arts. 389 e 404
do Código Civil apenas têm cabimento quando ocorre a efetiva atuação
profissional do advogado.

162 - Art. 395: A inutilidade da prestação que autoriza a recusa da prestação por
parte do credor deverá ser aferida objetivamente, consoante o princípio da boa-fé
e a manutenção do sinalagma, e não de acordo com o mero interesse subjetivo do
credor.

163 - Art. 405: A regra do art. 405 do novo Código Civil aplica-se somente à
responsabilidade contratual, e não aos juros moratórios na responsabilidade
extracontratual, em face do disposto no art. 398 do novo CC, não afastando, pois,
o disposto na Súmula 54 do STJ.

164 - Arts. 406, 2.044 e 2.045: Tendo a mora do devedor início ainda na vigência do Código Civil de 1916, são devidos juros de mora de 6% ao ano até 10 de janeiro de 2003; a partir de 11 de janeiro de 2003 (data de entrada em vigor do novo Código Civil), passa a incidir o art. 406 do Código Civil de 2002.

165 - Art. 413: Em caso de penalidade, aplica-se a regra do art. 413 ao sinal,
sejam as arras confirmatórias ou penitenciais.

166 - Arts. 421 e 422 ou 113: A frustração do fim do contrato, como hipótese que
não se confunde com a impossibilidade da prestação ou com a excessiva
onerosidade, tem guarida no Direito brasileiro pela aplicação do art. 421 do Código
Civil.

167 - Arts. 421 a 424: Com o advento do Código Civil de 2002, houve forte
aproximação principiológica entre esse Código e o Código de Defesa do
Consumidor, no que respeita à regulação contratual, uma vez que ambos são
incorporadores de uma nova teoria geral dos contratos.

168 - Art. 422: O princípio da boa-fé objetiva importa no reconhecimento de um
direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.

169 - Art. 422: O princípio da boa-fé objetiva deve levar o credor a evitar o
agravamento do próprio prejuízo.

170 - Art. 422: A boa-fé objetiva deve ser observada pelas partes na fase de
negociações preliminares e após a execução do contrato, quando tal exigência
decorrer da natureza do contrato.

171 - Art. 423: O contrato de adesão, mencionado nos arts. 423 e 424 do novo
Código Civil, não se confunde com o contrato de consumo.

172 - Art. 424: As cláusulas abusivas não ocorrem exclusivamente nas relações
jurídicas de consumo. Dessa forma, é possível a identificação de cláusulas
abusivas em contratos civis comuns, como, por exemplo, aquela estampada no
art. 424 do Código Civil de 2002.

173 - Art. 434: A formação dos contratos realizados entre pessoas ausentes, por
meio eletrônico, completa-se com a recepção da aceitação pelo proponente.

174 - Art. 445: Em se tratando de vício oculto, o adquirente tem os prazos do
caput do art. 445 para obter redibição ou abatimento de preço, desde que os
vícios se revelem nos prazos estabelecidos no parágrafo primeiro, fluindo,
entretanto, a partir do conhecimento do defeito.

175 - Art. 478: A menção à imprevisibilidade e à extraordinariedade, insertas no
art. 478 do Código Civil, deve ser interpretada não somente em relação ao fato
que gere o desequilíbrio, mas também em relação às conseqüências que ele
produz.

176 - Art. 478: Em atenção ao princípio da conservação dos negócios jurídicos, o
art. 478 do Código Civil de 2002 deverá conduzir, sempre que possível, à revisão
judicial dos contratos e não à resolução contratual.

177 - Art. 496: Por erro de tramitação, que retirou a segunda hipótese de
anulação de venda entre parentes (venda de descendente para ascendente), deve
ser desconsiderada a expressão “em ambos os casos”, no parágrafo único do art.
496.

178 - Art. 528: Na interpretação do art. 528, devem ser levadas em conta, após a
expressão “a benefício de”, as palavras ”seu crédito, excluída a concorrência de”,
que foram omitidas por manifesto erro material.

179 - Art. 572: A regra do art. 572 do novo CC é aquela que atualmente
complementa a norma do art. 4º, 2ª parte, da Lei n. 8245/91 (Lei de Locações),
balizando o controle da multa mediante a denúncia antecipada do contrato de
locação pelo locatário durante o prazo ajustado.

180 - Arts. 575 e 582: A regra do parágrafo único do art. 575 do novo CC, que
autoriza a limitação pelo juiz do aluguel-pena arbitrado pelo locador, aplica-se
também ao aluguel arbitrado pelo comodante, autorizado pelo art. 582, 2ª parte,
do novo CC.

181 - Art. 618: O prazo referido no art. 618, parágrafo único, do CC refere-se
unicamente à garantia prevista no caput, sem prejuízo de poder o dono da obra,
com base no mau cumprimento do contrato de empreitada, demandar perdas e
danos.

182 - Art. 655: O mandato outorgado por instrumento público previsto no art. 655
do CC somente admite substabelecimento por instrumento particular quando a
forma pública for facultativa e não integrar a substância do ato.

183 - Arts. 660 e 661: Para os casos em que o parágrafo primeiro do art. 661
exige poderes especiais, a procuração deve conter a identificação do objeto.

184 - Art. 664 e 681: Da interpretação conjunta desses dispositivos, extrai-se que
o mandatário tem o direito de reter, do objeto da operação que lhe foi cometida,
tudo o que lhe for devido em virtude do mandato, incluindo-se a remuneração
ajustada e o reembolso de despesas.

185 - Art. 757: A disciplina dos seguros do Código Civil e as normas da
previdência privada que impõem a contratação exclusivamente por meio de
entidades legalmente autorizadas não impedem a formação de grupos restritos de
ajuda mútua, caracterizados pela autogestão.

186 - Art. 790: O companheiro deve ser considerado implicitamente incluído no
rol das pessoas tratadas no art. 790, parágrafo único, por possuir interesse
legítimo no seguro da pessoa do outro companheiro.

187 - Art. 798: No contrato de seguro de vida, presume-se, de forma relativa, ser
premeditado o suicídio cometido nos dois primeiros anos de vigência da cobertura,
ressalvado ao beneficiário o ônus de demonstrar a ocorrência do chamado
"suicídio involuntário”.

188 - Art. 884: A existência de negócio jurídico válido e eficaz é, em regra, uma
justa causa para o enriquecimento.

189 - Art. 927: Na responsabilidade civil por dano moral causado à pessoa
jurídica, o fato lesivo, como dano eventual, deve ser devidamente demonstrado.

190 - Art. 931: A regra do art. 931 do novo CC não afasta as normas acerca da
responsabilidade pelo fato do produto previstas no art. 12 do CDC, que continuam
mais favoráveis ao consumidor lesado.

191 - Art. 932: A instituição hospitalar privada responde, na forma do art. 932 III
do CC, pelos atos culposos praticados por médicos integrantes de seu corpo
clínico.

192 - Arts. 949 e 950: Os danos oriundos das situações previstas nos arts. 949 e
950 do Código Civil de 2002 devem ser analisados em conjunto, para o efeito de
atribuir indenização por perdas e danos materiais, cumulada com dano moral e
estético.

DIREITO DE EMPRESA
193 - Art. 966: O exercício das atividades de natureza exclusivamente intelectual
está excluído do conceito de empresa.

194 - Art. 966: Os profissionais liberais não são considerados empresários, salvo
se a organização dos fatores da produção for mais importante que a atividade
pessoal desenvolvida.

195 - Art. 966: A expressão “elemento de empresa” demanda interpretação
econômica, devendo ser analisada sob a égide da absorção da atividade
intelectual, de natureza científica, literária ou artística, como um dos fatores da
organização empresarial.

196 - Arts. 966 e 982: A sociedade de natureza simples não tem seu objeto
restrito às atividades intelectuais.

197 - Arts. 966, 967 e 972: A pessoa natural, maior de 16 e menor de 18 anos, é
reputada empresário regular se satisfizer os requisitos dos arts. 966 e 967;
todavia, não tem direito a concordata preventiva, por não exercer regularmente a
atividade por mais de dois anos.

198 - Art. 967: A inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para
a sua caracterização, admitindo-se o exercício da empresa sem tal providência. O
empresário irregular reúne os requisitos do art. 966, sujeitando-se às normas do
Código Civil e da legislação comercial, salvo naquilo em que forem incompatíveis
com a sua condição ou diante de expressa disposição em contrário.

199 - Art. 967: A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito
delineador de sua regularidade, e não da sua caracterização.

200 - Art. 970: É possível a qualquer empresário individual, em situação regular,
solicitar seu enquadramento como microempresário ou empresário de pequeno
porte, observadas as exigências e restrições legais.

201 - Arts. 971 e 984: O empresário rural e a sociedade empresária rural,
inscritos no registro público de empresas mercantis, estão sujeitos à falência e
podem requerer concordata.

202 - Arts. 971 e 984: O registro do empresário ou sociedade rural na Junta
Comercial é facultativo e de natureza constitutiva, sujeitando-o ao regime jurídico
empresarial. É inaplicável esse regime ao empresário ou sociedade rural que não
exercer tal opção.

203 - Art. 974: O exercício da empresa por empresário incapaz, representado ou
assistido somente é possível nos casos de incapacidade superveniente ou
incapacidade do sucessor na sucessão por morte.

204 - Art. 977: A proibição de sociedade entre pessoas casadas sob o regime da
comunhão universal ou da separação obrigatória só atinge as sociedades
constituídas após a vigência do Código Civil de 2002.

205 - Art. 977: Adotar as seguintes interpretações ao art. 977: (1) a vedação à
participação de cônjuges casados nas condições previstas no artigo refere-se
unicamente a uma mesma sociedade; (2) o artigo abrange tanto a participação
originária (na constituição da sociedade) quanto a derivada, isto é, fica vedado o
ingresso de sócio casado em sociedade de que já participa o outro cônjuge.

206 - Arts. 981, 983, 997, 1.006, 1.007 e 1.094: A contribuição do sócio
exclusivamente em prestação de serviços é permitida nas sociedades
cooperativas (art. 1.094, I) e nas sociedades simples propriamente ditas (art. 983,
2ª parte).

207 - Art. 982: A natureza de sociedade simples da cooperativa, por força legal,
não a impede de ser sócia de qualquer tipo societário, tampouco de praticar ato de
empresa.

208 - Arts. 983, 986 e 991: As normas do Código Civil para as sociedades em
comum e em conta de participação são aplicáveis independentemente de a
atividade dos sócios, ou do sócio ostensivo, ser ou não própria de empresário
sujeito a registro (distinção feita pelo art. 982 do Código Civil entre sociedade
simples e empresária).

209 - Arts. 985, 986 e 1.150: O art. 986 deve ser interpretado em sintonia com os
arts. 985 e 1.150, de modo a ser considerada em comum a sociedade que não
tenha seu ato constitutivo inscrito no registro próprio ou em desacordo com as
normas legais previstas para esse registro (art. 1.150), ressalvadas as hipóteses
de registros efetuados de boa-fé.

210 - Art. 988: O patrimônio especial a que se refere o art. 988 é aquele afetado
ao exercício da atividade, garantidor de terceiro, e de titularidade dos sócios em
comum, em face da ausência de personalidade jurídica.

211 - Art. 989: Presume-se disjuntiva a administração dos sócios a que se refere
o art. 989.

212 - Art. 990: Embora a sociedade em comum não tenha personalidade jurídica,
o sócio que tem seus bens constritos por dívida contraída em favor da sociedade,
e não participou do ato por meio do qual foi contraída a obrigação, tem o direito de
indicar bens afetados às atividades empresariais para substituir a constrição.

213 - Art. 997: O art. 997, inc. II, não exclui a possibilidade de sociedade simples
utilizar firma ou razão social.

214 - Arts. 997 e 1054: As indicações contidas no art. 997 não são exaustivas,
aplicando-se outras exigências contidas na legislação pertinente para fins de
registro.

215 - Art. 998: A sede a que se refere o caput do art. 998 poderá ser a da
administração ou a do estabelecimento onde se realizam as atividades sociais .

216 - Arts. 999, 1.004 e 1.030: O quorum de deliberação previsto no art. 1.004,
parágrafo único, e no art. 1.030 é de maioria absoluta do capital representado
pelas quotas dos demais sócios, consoante a regra geral fixada no art. 999 para
as deliberações na sociedade simples. Esse entendimento aplica-se ao art. 1.058
em caso de exclusão de sócio remisso ou redução do valor de sua quota ao
montante já integralizado.

217 - Arts. 1.010 e 1.053: Com a regência supletiva da sociedade limitada, pela
lei das sociedades por ações, ao sócio que participar de deliberação na qual tenha
interesse contrário ao da sociedade aplicar-se-á o disposto no art. 115, § 3º, da
Lei n. 6.404/76. Nos demais casos, aplica-se o disposto no art. 1.010, § 3º, se o
voto proferido foi decisivo para a aprovação da deliberação, ou o art. 187 (abuso
do direito), se o voto não tiver prevalecido.

218 - Art. 1.011: Não são necessárias certidões de nenhuma espécie para
comprovar os requisitos do art. 1.011 no ato de registro da sociedade, bastando
declaração de desimpedimento.

219 - Art. 1.015: Está positivada a teoria ultra vires no Direito brasileiro, com as
seguintes ressalvas: (a) o ato ultra vires não produz efeito apenas em relação à
sociedade; (b) sem embargo, a sociedade poderá, por meio de seu órgão
deliberativo, ratificá-lo; (c) o Código Civil amenizou o rigor da teoria ultra vires ,
admitindo os poderes implícitos dos administradores para realizar negócios
acessórios ou conexos ao objeto social, os quais não constituem operações
evidentemente estranhas aos negócios da sociedade; (d) não se aplica o art.
1.015 às sociedades por ações, em virtude da existência de regra especial de
responsabilidade dos administradores (art. 158, II, Lei n. 6.404/76).

220 - Art. 1.016: É obrigatória a aplicação do art. 1016 do Código Civil de 2002,
que regula a responsabilidade dos administradores, a todas as sociedades
limitadas, mesmo àquelas cujo contrato social preveja a aplicação supletiva das
normas das sociedades anônimas.

221 - Art. 1.028: Diante da possibilidade de o contrato social permitir o ingresso
na sociedade do sucessor de sócio falecido, ou de os sócios acordarem com os
herdeiros a substituição de sócio falecido, sem liquidação da quota em ambos os
casos, é lícita a participação de menor em sociedade limitada, estando o capital
integralizado, em virtude da inexistência de vedação no Código Civil.

222 - Art. 1.053: O art. 997, V, não se aplica a sociedade limitada na hipótese de
regência supletiva pelas regras das sociedades simples.

223 - Art. 1.053: O parágrafo único do art. 1.053 não significa a aplicação em
bloco da Lei n. 6.404/76 ou das disposições sobre a sociedade simples. O contrato
social pode adotar, nas omissões do Código sobre as sociedades limitadas, tanto
as regras das sociedades simples quanto as das sociedades anônimas.

224 - Art. 1.055: A solidariedade entre os sócios da sociedade limitada pela exata
estimação dos bens conferidos ao capital social abrange os casos de constituição
e aumento do capital e cessa após cinco anos da data do respectivo registro.

225 - Art. 1.057: Sociedade limitada. Instrumento de cessão de quotas. Na
omissão do contrato social, a cessão de quotas sociais de uma sociedade limitada
pode ser feita por instrumento próprio, averbado junto ao registro da sociedade,
independentemente de alteração contratual, nos termos do art. 1.057 e parágrafo
único do Código Civil.

226 - Art. 1.074: A exigência da presença de três quartos do capital social, como
quorum mínimo de instalação em primeira convocação, pode ser alterada pelo
contrato de sociedade limitada com até dez sócios, quando as deliberações
sociais obedecerem à forma de reunião, sem prejuízo da observância das regras
do art. 1.076 referentes ao quorum de deliberação.

227 - Art. 1.076 c/c 1.071: O quorum mínimo para a deliberação da cisão da
sociedade limitada é de três quartos do capital social.

228 - Art. 1.078: As sociedades limitadas estão dispensadas da publicação das
demonstrações financeiras a que se refere o § 3º do art. 1.078. Naquelas de até
dez sócios, a deliberação de que trata o art. 1078 pode dar-se na forma dos §§ 2º
e 3º do art. 1072, e a qualquer tempo, desde que haja previsão contratual nesse
sentido.

229 - Art. 1.080: A responsabilidade ilimitada dos sócios pelas deliberações
infringentes da lei ou do contrato torna desnecessária a desconsideração da
personalidade jurídica, por não constituir a autonomia patrimonial da pessoa
jurídica escudo para a responsabilização pessoal e direta.

230 - Art. 1.089: A fusão e a incorporação de sociedade anônima continuam
reguladas pelas normas previstas na Lei n. 6.404/76, não revogadas pelo Código
Civil (art. 1.089), quanto a esse tipo societário.

231 - Arts. 1.116 a 1.122: A cisão de sociedades continua disciplinada na Lei n.
6.404/76, aplicável a todos os tipos societários, inclusive no que se refere aos
direitos dos credores. Interpretação dos arts. 1.116 a 1.122 do Código Civil.

232 - Arts. 1.116, 1.117 e 1.120: Nas fusões e incorporações entre sociedades
reguladas pelo Código Civil, é facultativa a elaboração de protocolo firmado pelos
sócios ou administradores das sociedades; havendo sociedade anônima ou
comandita por ações envolvida na operação, a obrigatoriedade do protocolo e da
justificação somente a ela se aplica.

233 - Art. 1.142: A sistemática do contrato de trespasse delineada pelo Código
Civil nos arts. 1.142 e ss., especialmente seus efeitos obrigacionais, aplica-se
somente quando o conjunto de bens transferidos importar a transmissão da
funcionalidade do estabelecimento empresarial.

234 - Art. 1.148: Quando do trespasse do estabelecimento empresarial, o
contrato de locação do respectivo ponto não se transmite automaticamente ao
adquirente. Fica cancelado o Enunciado n. 64.

235 - Art. 1.179: O pequeno empresário, dispensado da escrituração, é aquele
previsto na Lei n. 9.841/99. Fica cancelado o Enunciado n. 56.

DIREITO DAS COISAS
236 - Arts. 1.196, 1.205 e 1.212: Considera-se possuidor, para todos os efeitos
legais, também a coletividade desprovida de personalidade jurídica.

237 - Art. 1.203: É cabível a modificação do título da posse - interversio
possessionis - na hipótese em que o até então possuidor direto demonstrar ato
exterior e inequívoco de oposição ao antigo possuidor indireto, tendo por efeito a
caracterização do animus domini.

238 - Art. 1.210: Ainda que a ação possessória seja intentada além de “ano e dia”
da turbação ou esbulho, e, em razão disso, tenha seu trâmite regido pelo
procedimento ordinário (CPC, art. 924), nada impede que o juiz conceda a tutela
possessória liminarmente, mediante antecipação de tutela, desde que presentes
os requisitos autorizadores do art. 273, I ou II, bem como aqueles previstos no art.
461-A e §§, todos do CPC.

239 - Art. 1.210: Na falta de demonstração inequívoca de posse que atenda à
função social, deve-se utilizar a noção de “melhor posse”, com base nos critérios
previstos no parágrafo único do art. 507 do CC/1916.

240 - Art. 1.228: A justa indenização a que alude o parágrafo 5º do art. 1.228 não
tem como critério valorativo, necessariamente, a avaliação técnica lastreada no
mercado imobiliário, sendo indevidos os juros compensatórios.

241 - Art. 1.228: O registro da sentença em ação reivindicatória, que opera a
transferência da propriedade para o nome dos possuidores, com fundamento no
interesse social (art. 1.228, § 5o), é condicionada ao pagamento da respectiva
indenização, cujo prazo será fixado pelo juiz.

242 - Art. 1.276: A aplicação do art. 1.276 depende do devido processo legal, em
que seja assegurado ao interessado demonstrar a não- cessação da posse.

243 - Art. 1.276: A presunção de que trata o § 2o do art. 1.276 não pode ser
interpretada de modo a contrariar a norma-princípio do art. 150, IV, da
Constituição da República.

244 - Art. 1.291: O art. 1.291 deve ser interpretado conforme a Constituição, não
sendo facultada a poluição das águas, quer sejam essenciais ou não às primeiras
necessidades da vida.

245 - Art. 1.293: Muito embora omisso acerca da possibilidade de canalização
forçada de águas por prédios alheios, para fins da agricultura ou indústria, o art.
1.293 não exclui a possibilidade da canalização forçada pelo vizinho, com prévia
indenização aos proprietários prejudicados.

246 - Art. 1.331: Fica alterado o Enunciado n. 90, com supressão da parte final:
“nas relações jurídicas inerentes às atividades de seu peculiar interesse”.
Prevalece o texto: “Deve ser reconhecida personalidade jurídica ao condomínio
edilício”.

247 - Art. 1.331: No condomínio edilício é possível a utilização exclusiva de área
“comum” que, pelas próprias características da edificação, não se preste ao “uso
comum” dos demais condôminos.

248 - Art.: 1.334, V: O quorum para alteração do regimento interno do condomínio
edilício pode ser livremente fixado na convenç ão.

249 - Art. 1.369: A propriedade superficiária pode ser autonomamente objeto de
direitos reais de gozo e de garantia, cujo prazo não exceda a duração da
concessão da superfície, não se lhe aplicando o art. 1.474.

250 - Art. 1.369: Admite-se a constituição do direito de superfície por cisão.

251 - Art. 1.379: O prazo máximo para o usucapião extraordinário de servidões
deve ser de 15 anos, em conformidade com o sistema geral de usucapião previsto
no Código Civil.

252 - Art. 1.410: A extinção do usufruto pelo não-uso, de que trata o art. 1.410,
inc. VIII, independe do prazo previsto no art. 1.389, inc. III, operando-se
imediatamente. Tem-se por desatendida, nesse caso, a função social do instituto.

253 - Art. 1.417: O promitente comprador, titular de direito real (art. 1.417), tem a
faculdade de reivindicar de terceiro o imóvel prometido à venda.

DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÕES
254 - Art. 1.573: Formulado o pedido de separação judicial com fundamento na
culpa (art. 1.572 e/ou art. 1.573 e incisos), o juiz poderá decretar a separação do
casal diante da constatação da insubsistência da comunhão plena de vida (art.
1.511) - que caracteriza hipótese de “outros fatos que tornem evidente a
impossibilidade da vida em comum” - sem atribuir culpa a nenhum dos cônjuges.

255 - Art. 1.575: Não é obrigatória a partilha de bens na separação judicial.

256 - Art. 1.593: A posse do estado de filho (parentalidade socioafetiva) constitui
modalidade de parentesco civil.

257 - Art. 1.597: As expressões “fecundação artificial”, “concepção artificial” e
“inseminação artificial”, constantes, respectivamente, dos incs. III, IV e V do art.
1597 do Código Civil, devem ser interpretadas restritivamente, não abrangendo a
utilização de óvulos doados e a gestação de substituição.

258 - Arts. 1.597 e 1.601: Não cabe a ação prevista no art. 1.601 do Código Civil
se a filiação tiver origem em procriação assistida heteróloga, autorizada pelo
marido nos termos do inc. V do art. 1.597, cuja paternidade configura presunção
absoluta.

259 - Art. 1.621: A revogação do consentimento não impede, por si só, a adoção,
observado o melhor interesse do adotando.

260 - Arts. 1.639, § 2º, e 2.039: A alteração do regime de bens prevista no § 2o do
art. 1.639 do Código Civil também é permitida nos casamentos realizados na
vigência da legislação anterior.

261 - Art. 1.641: A obrigatoriedade do regime da separação de bens não se aplica
a pessoa maior de sessenta anos, quando o casamento for precedido de união
estável iniciada antes dessa idade.

262 - Arts. 1.641 e 1.639: A obrigatoriedade da separação de bens, nas hipóteses
previstas nos incs. I e III do art. 1.641 do Código Civil, não impede a alteração do
regime, desde que superada a causa que o impôs.

263 - Art. 1.707: O art. 1.707 do Código Civil não impede seja reconhecida válida
e eficaz a renúncia manifestada por ocasião do divórcio (direto ou indireto) ou da
dissolução da “união estável”. A irrenunciabilidade do direito a alimentos somente
é admitida enquanto subsista vínculo de Direito de Família.

264 - Art. 1.708: Na interpretação do que seja procedimento indigno do credor,
apto a fazer cessar o direito a alimentos, aplicam-se, por analogia, as hipóteses
dos incs. I e II do art. 1.814 do Código Civil.

265 - Art. 1.708: Na hipótese de concubinato, haverá necessidade de
demonstração da assistência material prestada pelo concubino a quem o credor
de alimentos se uniu.

266 - Art. 1.790: Aplica-se o inc. I do art. 1.790 também na hipótese de
concorrência do companheiro sobrevivente com outros descendentes comuns, e
não apenas na concorrência com filhos comuns.

267 - Art. 1.798: A regra do art. 1.798 do Código Civil deve ser estendida aos
embriões formados mediante o uso de técnicas de reprodução assistida,
abrangendo, assim, a vocação hereditária da pessoa humana a nascer cujos
efeitos patrimoniais se submetem às regras previstas para a petição da herança.

268 - Art. 1.799: Nos termos do inc. I do art. 1.799, pode o testador beneficiar
filhos de determinada origem, não devendo ser interpretada extensivamente a
cláusula testamentária respectiva.

269 - Art. 1.801: A vedação do art. 1.801, inc. III, do Código Civil não se aplica à
união estável, independentemente do período de separação de fato (art. 1.723,
§ 1º).

270 - Art. 1.829: O art. 1.829, inc. I, só assegura ao cônjuge sobrevivente o direito
de concorrência com os descendentes do autor da herança quando casados no
regime da separação convencional de bens ou, se casados nos regimes da comunhão parcial ou participação final nos aqüestos, o falecido possuísse bens particulares, hipóteses em que a concorrência se restringe a tais bens, devendo os bens comuns (meação) ser partilhados exclusivamente entre os descendentes.

271 - Art. 1.831: O cônjuge pode renunciar ao direito real de habitação, nos autos
do inventário ou por escritura pública, sem prejuízo de sua participação na
herança.

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